sábado, 22 de maio de 2010

Nostalgia

Ser feliz é ter boas lembranças, elas não precisam ser duradouras pois "só o que é bom dura tempo bastante pra se tornar inesquecível".
Ah! A nostalgia, sentimento desgraçado e bem engraçado ao mesmo tempo. Hoje participei de algo que muitas vezes pensei que não participaria. Já havia ido nas colações de grau das minhas outras ex-turmas e tinha me emocionado, mas dessa vez foi diferente. Fiquei nervoso desde Sexta-Feira à noite até às 14:00 de Sábado, dia 22 de Maio de 2010, nunca irei esquecer. Naquele momento não importava mais quanto tempo eu tinha ficado ali tentando, o que ficou pra trás importava e não importava ao mesmo tempo. Esse nervosismo era a nostalgia e o fato de eu tocar no final da cerimônia, a nostalgia deveria se chamar TristezaFelicidadeEmoçãoSatisfação, pois são esses 4 em um só, quem inventou esse sentimento foi muito esperto, pois economiza-se bastante letras ou saliva. Infelizmente esse meu nervosismo me fez não curtir as coisas como eu deveria, queria não ter suado tanto, queria não ter falhado tanto a voz, queria ter errado menos acordes, queria não ter ido trabalhar LOGO após a colação pra poder ter tido mas tempo pra me despedir e dar mais atenção às pessoas, queria tanto tudo mais. Porém, o problema é que a vida não liga para o nosso tempo cronológico, derepente quem eu dei menos atenção é quem mais me considera ou vice-versa. De repente quem eu acho que ficou triste por eu não ter falado na verdade só está pensando coisas boas de mim. Na verdade tudo isso não importa, nós meros seres humanos não somos nada diante da sabedoria do destino que nos colocou juntos, como eu disse lá, cada um, cada um mesmo! Até quem me odeia ou com quem eu tenha brigado, cada um de vocês contribuiu para o meu crescimento. Eu não tinha cabeça pra ir trabalhar naquela hora, queria ter ficado pensando por mais uma eternidade sobre tudo, porque são muitos momentos intensos que transcendem tempo e espaço, uma tempestade de memória. Dá pra se imaginar sem ter memória? Acho que é a melhor coisa que já inventaram. Enfim, ainda bem que na hora ninguém liga se o violão ou a voz estão ruins rs
Gostaria de agradecer aos professores, alunos e TODOS que fizeram parte de tudo isso, desde o motorista que abre a porta de trás do Tinguá até os faxineiros. Mas não acho que agradecer não é o termo certo, pois ninguém pediu nada pra ninguém, apenas compartilhamos de forma harmônica e natural os melhores sentimentos e as melhores experiências! OBRIGADO FAMÍLIA CEFET!

(8)TÔ INDO EMBORA, MAS É O CEFET QUE EU AMO!(8)

Ps: Eu escrevi apenas o que fui pensando, ainda tenho muito mais a dizer, mas pelo menos por enquanto é só isso.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Poema do Trem

Poema do Trem

Ó Trem, mundo paralelo
Tão surreal que chega a ser normal
Tão específico em suas escolhas: Apenas os piores
Mal necessário
Desgraçado
Esculhamba quem o quer adentrar
Principalmente se for pra trabalhar

Um mundo onde lixeira é porta-mochila
onde qualquer coisa é porta-mochila na verdade
Permite a levitação de alguns
Pois quando estou com você e com os outros
meus pés saem o chão
E só o tocam depois do verão

Um mundo onde a janela é a única e segura fonte de oxigênio
Meio de transporte do milênio
Milênio passado
Perfume? Pra que usá-lo?
E se usá-lo, como tirá-lo?
No trem

Espertinho, tem um carro só para mulheres
"180 cotonete só paga um real!"

É o que eu ouço até chegar a Central


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Crítica de livro

Bom, essa que segue abaixo é uma crítica de um livro que eu fiz pra faculdade, estou apenas repassando aqui. É a minha primeira crítica oficial de um livro, espero que gostem!
Matador Culto
Por Higor Cabral

“O Seminarista”, de Rubem Fonseca conta a história de um ex-seminarista que torna-se um frio assassino profissional. José Joaquim é tão profissional que não quer saber de nada que esteja relacionado com as vítimas, entretanto essa virtude torna-se um de seus maiores erros. O Despachante é quem dá as coordenadas à José, porém esse assassino tem algo que quase nenhum outro tem, inteligência. José é um homem culto, adora ler livros e fala em latim devido ao seminário. Mas sua vida muda quando conhece a filha do Despachante, a alemã Kirsten, a descoberta do amor acaba mudando as atitudes de José que decide não mais matar. Em sua jornada encontra velhos amigos como o Sangue de Boi e acaba entrando numa situação delicada que tem haver com um CD. Após algumas investigações o ex-seminarista descobre que um velho amigo do seminário nomeado D.S mandou matar sua amada Kirsten. José mata todos que estavam envolvidos e volta para a velha vida de assassino.
José Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 11 de maio de 1925, é formado em Direito, escreveu alguns roteiros de filmes e já foi policial, isso acaba transparecendo em suas obras, sempre bem realistas, intensas e detalhistas. O leitor além de acompanhar a história poderá conhecer melhor sobre o Rio de Janeiro, Latim, culinária Portuguesa e Alemã. Mergulhará em investigações e acontecimentos que despertam o pensamento e os deixará ansioso à cada página. “O Seminarista” é um livro para o mercado de leitura rápida, possui algumas falhas em sua narração como certas sequencias óbvias características de um livro que visa apenas o lucro. A maior virtude desse autor é a capacidade de escrever para si e também para o público, sendo genial em ambas as categorias. Altamente recomendado, vale a pena até para quem prefere uma obra literária.