sábado, 3 de novembro de 2012

A cabeça de Bezerra era feita por muito mais do que você está pensando.

Quem fazia a cabeça de Bezerra? O povo. Um pouco óbvio? Sim. Porém o mais encantador é mergulhar em entrevistas irreverentes e descompromissadas com homens sem dente, tomando uma gelada, loucos, camelôs. Gente que você vê passando na rua e nem nota, às vezes até despreza. Gente bêbada, macumbeira, que só quer saber de festa. Favelados que não tem nenhuma chance na vida. Tudo isso pode até ser verdade, mas no fundo, era esse tipo de gente que fazia não só a cabeça, mas também as músicas mundialmente famosas do ícone do samba Bezerra da Silva.
 
A ideia do documentário é genial, Bezerra é apenas pano de fundo. Quem está em primeiro plano são seus compositores, que eram muitos, e tinham muita história para contar. O filme nos leva a refletir sobre diversos assuntos: legalização da maconha, marginalização de quem mora nas comunidades, polícia e políticos corruptos, ‘caguete’ e muito mais. Tudo isso embalado por uma musicalidade única, que só o samba de raiz sabe fazer. Pessoas que visivelmente não se arrumaram para aparecerem bonitinhos no vídeo e muito menos pensaram no que iriam dizer para as câmeras. Aliás, por muitas vezes nem olham para a câmera.
 
Se a produção do documentário fizesse o documentário alguns anos depois do que fizeram, provavelmente teriam os mesmos depoimentos, o mesmo registro. Cada compositor conta a história de suas músicas divertidamente, entre um copo e outro, um samba e outro. Para quem gosta de samba, de Bezerra ou de gente a diversão e identificação é certa. Nilópolis, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e outras comunidades da Baixada e do Rio são a origem do que hoje é referência musical mundial.
 
Como homens tão pobres puderam enriquecer tanto uma gravadora?  - A gravadora ganhou muito dinheiro. Eu fiquei com a fama. – Bezerra da Silva fala isso sem tristeza nos olhos, pois complementa dizendo que o microfone era sua maior arma. Que muitos tinham medo do que ele poderia falar. O pai de santo, o carteiro, o vendedor de discos e todos os outros trabalhadores - compositores parecem também não se importarem muito a injustiça que sofreram. Ou apenas se conformaram, como a maioria dos brasileiros. E malandragem, dá um tempo. Antes um pobre de consciência tranquila do que um rico que precisa tomar remédio para dormir, né não?
 
No final o que restou para mim foi uma sensação de que, pelo menos, os que enriqueceram às custas dos trabalhadores e não deram o que eles mereciam, até hoje vão para algum boteco ou escola de samba curtir o som que é do povo. Definitivamente, o samba é e sempre será do povo! 
 
Mais informações sobre o filme em http://www.ondeacorujadorme.com.br/

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cilada.com

No dia 28/06/2011 eu fui na sessão exclusiva para blogueiros do filme Cilada.com. Foi bem legal, ganhei até o cd da trilha sonora do longa. O resultado é essa crítica abaixo, espero que gostem:

Todo mundo tem medo de entrar numa cilada quando vai ao cinema ver um filme, mas fique tranqüilo, com esse filme você terá diversão certa. Quem entrará não só em uma, mas em várias ciladas, será o personagem Bruno(Bruno Mazzeo), que é visto traindo a futura esposa em público. Fernanda(Fernanda Paes Leme), a traída frustrada, resolve se vingar do ex e posta um vídeo no ‘intube’ que mostra o problema de ejaculação precoce de Bruno. Em pouco tempo todos ficam sabendo.  A partir daí ele luta com todas as forças para retomar sua reputação sexual de volta.
As piadas e trocadilhos em torno desse fato são muito boas. Inclusive há uma pequena participação do humorista Fernando Caruso fazendo algumas piadas: “Esse cara não precisa de um Kama Sutra, e sim de um Calma Sutra.” é uma delas. Vários personagens me chamaram atenção, aliás, o personagem principal foi um do que menos me atraiu. O Marconha(Serjão Loroza) é inesquecível, até porque ele parece pelado e confundi a empregada de Bruno(Karla Karenina) com uma prostitua e tenta agarrá-la. Os amigos Gerson(Thelmo Fernandes) e Sandro(Augusto Madeira) são parceiros bem peculiares. Gerson, que trabalha com Bruno, está sempre zoando o amigo. E Sandro é um cara muito ‘crazy’ que mistura Inglês com Português o tempo todo.


O filme, que é dirigido por José Alvarenga Jr., tem diversas cenas hilárias. Dani Calabresa como Regina Kelly(uma apresentadora de TV) dá uma show à parte. Mas pra quem gostava muito da série, pode sentir algumas diferenças, principalmente no estilo do personagem principal. Bruno não está tão azedo e impaciente como sempre, o filme humanizou-o bastante. Conseguimos ver algumas fraquezas. Mas não desanime por isso, o filme vale muito a pena. Só não gosto do intenso apelo sexual que parece necessário em produções cinematográficas nacionais. Tudo bem que é Brasil, mas sei lá, dá pra ser menos apelativo e muito mais engraçado. Dia 8 de Julho(Sexta-Feira) o filme estréia nos cinemas, não perca!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Descobrimento do Brasil




Vejam o programa sobre o Descobrimento do Brasil que eu produzi e apresentei para a TV UVA

terça-feira, 3 de maio de 2011

Forfun compartilhando alegrias

Dia 27 de Abril a banda Forfun lança seu terceiro CD ‘Alegria Compartilhada’. E, mais uma vez, mostraram que deixaram de ser Forfun para ser Forreal já faz tempo. O terceiro CD traz menos peso do que o anterior ‘Polisenso’, porém há muito mais brasilidade no som. Uma verdadeira mistura de reggae, rock, samba, mpb, rap, psicodelia e eletrônico. Parece muito pra apenas um álbum? É só conferir, está tudo lá.
O álbum é de uma qualidade impecável, e isso se deve ao produtor Daniel Ganjaman que teve muito mais do que canhota ao produzir esse álbum, ele e os integrantes precisaram de uma carcaça de dinossauro e destreza de gaivota. Precisaram ficar um tempo sem distinguir feriados, Natal, Ano Novo, Páscoa ou jogo de final. 

  
 Capa do álbum Alegria Compartilhada

Me sinto num show do Jorge Ben com Tim Maia quando ouço ‘Quem vai,vai’. Me sinto analisando o mundo de uma outra perspectiva enquanto vou até a lagoa pra me alimentar em ‘A Garça’. A música ‘Cosmic Jesus’ conta com a participação de Black Alien, confesso que nunca pensei nessa combinação. Mas o rapper provou que veio realmente de outro mundo com sua rima. Os muleques tiveram certeza e discernimento ao criar a levada calma e relaxante de ‘Descendo o rio’. Como eu sou fã de músicas cantadas rapidamente com muitas palavras e guitarra pesada, minhas favoritas são ‘Tropicália Digital’ e ’Quando a Alma Transborda’ . A banda realmente fez uma faxina pra arrumar a casa e a vida ao criar ‘Dissolver e Recompor’ e todo o resto do álbum. Apesar da grande diferença entre o primeiro e o segundo CD´s, ‘Alegria Compartilhada’ está um pouco diferente do que alguns esperavam. Eu mesmo confesso que senti um pouco falta do peso. 


A grudenta ‘Largo dos Leões’ é um bom exemplo de mudança: um samba com bateria quebrando o ritmo e uma base leve de guitarra servem de sala para que eles falem sobre o Carnaval e citem vários nomes importantes e revelações dos blocos do RJ. Eu prefiri a outra versão de ‘Morada’, mas a mensagem dessa música é tão intensa e sublime que a forma não importa muito. ‘Pra sempre’ traz a mesma plenitude de ‘Morada’, tirando o fato de que o começo da música me lembra Madonna misturado com MC Perla.
 
Enfim, Forfun é uma banda que conseguiu, por mais que misture diversas vertentes musicais, encontrar e construir sua identidade sonora. Agora é o estilo Forfun, é único. Não dá para acreditar que é aquela banda que eu ouvia cantando: “Se lembra daquele dia que a chuva caía e agente ali. Deitados na barraca ouvindo Blink e NFG.” A evolução é gritante, e para aqueles que adoram dizer que as bandinhas gostam de forçar uma mudança: Será que você pensa o mesmo que você pensava há 10 anos? NÃO! Assim como as pessoas amadurecem, sua música amadurece. E no caso do Forfun eu vejo que a maioria dos fãs antigos continuaram gostando pois amadureceram junto com a banda. Lembrando que, enquanto a maioria das bandas é independente e depois assina contrato com gravadoras, o Forfun fez o inverso. E quando uma banda faz o inverso, pode crer que eles tem uma intenção muito maior com sua arte. Vide Los Hermanos, CPM 22 e outros.


A alegria já foi compartilhada de graça por milhares de fãs e não tem nem uma semana que o disco foi lançado no site da banda. Espero que baseada em sua Teoria Dinâmica Gastativa e utilizando sempre o Polisenso, a banda Forfun continue Compartilhando sua Alegria por aí. Parabéns!





segunda-feira, 2 de maio de 2011

A volta triunfal!

Quem escreveu esse título? Não é volta triunfal nada! Se eu colocar isso na minha cabeça irei me decepcionar pois pode ser que eu fique meses em postar de novo. Então é melhor não se enganar.
O fato é que agora eu sou crítico musical, porque eu simplesmente quero e me designei a fazer isso. Então eu sou isso, né?
Enfim, postarei umas críticas de algumas bandas que tenho ouvido. Só não esperem ver astros da música aqui, pelo amor.

Ah! Eu pretendo, se Jesus Cristo assim me permitir, dar dicas de músicas, filmes e afins para vocês. Então, rezem bastante.

Beijo no coração valente de vocês!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Amor

Ahhh o amor! Ele é antagônico em sua plenitude, te agride e te acode, te confundi e te sacode.
Uma parte importante do amor é o namoro, são tão interligados que AMOR está dentro da palavra nAMORo. Você que acha que não ama mais a sua namorada(o), pare pra pensar um pouco, ás vezes somos muito exigentes com nós mesmos, mais até do que nosso companheiro(a). Infelizmente(ou não) o namoro é 50% felicidade e 50% sofrimento, cabe ao casal fazer a porcentagem de felicidade aumentar. Mas o amor é volátil, hoje a felicidade está 70% amanha está 30%, até porque precisamos viver em equilíbrio né? Sempre desconfie se uma das porcentagens esteja muito alta, pois isso pode representar um problema. Não julgue sua namorada(o) sem antes analisar, você poderá causar um problema maior do que o problema que você julgou precipitadamente. É preciso paciência e compreensão no momento em que sua companheira(o) não consegue ter paciência e compreensão. Amor é bate-e-volta meu amigo(a). Só dou-lhe uma dica: Nunca deixe de fazer as coisas que você gosta por causa de um namoro, a não ser que você goste de trair a pessoa amada hehehehe! Fora isso faça o que você goste, não prive-se de suas outras paixões, pare com o clichê de que quanto se ama você não quer mais nada além de estar com ela(e). O amor da sua vida também enche seu saco, te deixa chateado, ou derepente você prefere jogar video-game do que ficar abraçado com sua namorada em algum momento. Mas é claro, nunca troque-a por coisas que você pode fazer depois, ou derepente a paciência e a compreensão podem valer para isso também, tipo: 'Tá bom amor, fica com seus amigos que você não vê há tanto tempo' ou 'Eu sei que você gosta e sempre faz isso, nõ vou ficar chateada(o)'. Eu não estou falando de vadiagem, estou falando das coisas que você faz normalmente e que por agora ter o amor de sua vida você pode continuar à fazê-las pois na verdade não faz tanta diferença assim. Você precisa preservar sua vida sem namoro afim de não ficar dependente, tem gente que acha lindo ser dependente de outra pessoa, mas e se essa pessoa não te quiser mais daqui há 20 anos? Onde estarão seus amigos? Suas paixões? Seus hobbies? Não estarão em lugar algum! E até você conseguir se recuperar, você ficará perdido e sem rumo. Cuidado! Nós nunca sabemos o que a vida nos reserva, saiba conciliar todas as suas "vidas" porque se tudo der certo, beleza, valeu a pena. E se algo der errado você saberá erguer a cabeça e voltar a viver, pois terá opções de caminhos a seguir.

sábado, 22 de maio de 2010

Nostalgia

Ser feliz é ter boas lembranças, elas não precisam ser duradouras pois "só o que é bom dura tempo bastante pra se tornar inesquecível".
Ah! A nostalgia, sentimento desgraçado e bem engraçado ao mesmo tempo. Hoje participei de algo que muitas vezes pensei que não participaria. Já havia ido nas colações de grau das minhas outras ex-turmas e tinha me emocionado, mas dessa vez foi diferente. Fiquei nervoso desde Sexta-Feira à noite até às 14:00 de Sábado, dia 22 de Maio de 2010, nunca irei esquecer. Naquele momento não importava mais quanto tempo eu tinha ficado ali tentando, o que ficou pra trás importava e não importava ao mesmo tempo. Esse nervosismo era a nostalgia e o fato de eu tocar no final da cerimônia, a nostalgia deveria se chamar TristezaFelicidadeEmoçãoSatisfação, pois são esses 4 em um só, quem inventou esse sentimento foi muito esperto, pois economiza-se bastante letras ou saliva. Infelizmente esse meu nervosismo me fez não curtir as coisas como eu deveria, queria não ter suado tanto, queria não ter falhado tanto a voz, queria ter errado menos acordes, queria não ter ido trabalhar LOGO após a colação pra poder ter tido mas tempo pra me despedir e dar mais atenção às pessoas, queria tanto tudo mais. Porém, o problema é que a vida não liga para o nosso tempo cronológico, derepente quem eu dei menos atenção é quem mais me considera ou vice-versa. De repente quem eu acho que ficou triste por eu não ter falado na verdade só está pensando coisas boas de mim. Na verdade tudo isso não importa, nós meros seres humanos não somos nada diante da sabedoria do destino que nos colocou juntos, como eu disse lá, cada um, cada um mesmo! Até quem me odeia ou com quem eu tenha brigado, cada um de vocês contribuiu para o meu crescimento. Eu não tinha cabeça pra ir trabalhar naquela hora, queria ter ficado pensando por mais uma eternidade sobre tudo, porque são muitos momentos intensos que transcendem tempo e espaço, uma tempestade de memória. Dá pra se imaginar sem ter memória? Acho que é a melhor coisa que já inventaram. Enfim, ainda bem que na hora ninguém liga se o violão ou a voz estão ruins rs
Gostaria de agradecer aos professores, alunos e TODOS que fizeram parte de tudo isso, desde o motorista que abre a porta de trás do Tinguá até os faxineiros. Mas não acho que agradecer não é o termo certo, pois ninguém pediu nada pra ninguém, apenas compartilhamos de forma harmônica e natural os melhores sentimentos e as melhores experiências! OBRIGADO FAMÍLIA CEFET!

(8)TÔ INDO EMBORA, MAS É O CEFET QUE EU AMO!(8)

Ps: Eu escrevi apenas o que fui pensando, ainda tenho muito mais a dizer, mas pelo menos por enquanto é só isso.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Poema do Trem

Poema do Trem

Ó Trem, mundo paralelo
Tão surreal que chega a ser normal
Tão específico em suas escolhas: Apenas os piores
Mal necessário
Desgraçado
Esculhamba quem o quer adentrar
Principalmente se for pra trabalhar

Um mundo onde lixeira é porta-mochila
onde qualquer coisa é porta-mochila na verdade
Permite a levitação de alguns
Pois quando estou com você e com os outros
meus pés saem o chão
E só o tocam depois do verão

Um mundo onde a janela é a única e segura fonte de oxigênio
Meio de transporte do milênio
Milênio passado
Perfume? Pra que usá-lo?
E se usá-lo, como tirá-lo?
No trem

Espertinho, tem um carro só para mulheres
"180 cotonete só paga um real!"

É o que eu ouço até chegar a Central


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Crítica de livro

Bom, essa que segue abaixo é uma crítica de um livro que eu fiz pra faculdade, estou apenas repassando aqui. É a minha primeira crítica oficial de um livro, espero que gostem!
Matador Culto
Por Higor Cabral

“O Seminarista”, de Rubem Fonseca conta a história de um ex-seminarista que torna-se um frio assassino profissional. José Joaquim é tão profissional que não quer saber de nada que esteja relacionado com as vítimas, entretanto essa virtude torna-se um de seus maiores erros. O Despachante é quem dá as coordenadas à José, porém esse assassino tem algo que quase nenhum outro tem, inteligência. José é um homem culto, adora ler livros e fala em latim devido ao seminário. Mas sua vida muda quando conhece a filha do Despachante, a alemã Kirsten, a descoberta do amor acaba mudando as atitudes de José que decide não mais matar. Em sua jornada encontra velhos amigos como o Sangue de Boi e acaba entrando numa situação delicada que tem haver com um CD. Após algumas investigações o ex-seminarista descobre que um velho amigo do seminário nomeado D.S mandou matar sua amada Kirsten. José mata todos que estavam envolvidos e volta para a velha vida de assassino.
José Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 11 de maio de 1925, é formado em Direito, escreveu alguns roteiros de filmes e já foi policial, isso acaba transparecendo em suas obras, sempre bem realistas, intensas e detalhistas. O leitor além de acompanhar a história poderá conhecer melhor sobre o Rio de Janeiro, Latim, culinária Portuguesa e Alemã. Mergulhará em investigações e acontecimentos que despertam o pensamento e os deixará ansioso à cada página. “O Seminarista” é um livro para o mercado de leitura rápida, possui algumas falhas em sua narração como certas sequencias óbvias características de um livro que visa apenas o lucro. A maior virtude desse autor é a capacidade de escrever para si e também para o público, sendo genial em ambas as categorias. Altamente recomendado, vale a pena até para quem prefere uma obra literária.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Clichê

O que irei dizer à vocês é clichê.
Só de estar falando sobre clichê já é clichê. Até pouco tempo achava que clichês eram aquelas cabines que agente compra passagens na rodoviária, mas descobri que eram guichês.
Mas voltando ao assunto, é incrivel como a sociedade se cansa rápido de qualquer coisa, tá todo mundo exigente, querendo sempre mais, sempre algo diferente, peraí!
Os clichês dos meus pais só se transformaram em clichê depois de anos, hoje em dia se uma(eu disse uma) pessoa faz uma coisa ela já é considerada passada. O que eu mais ouço é: "Há! isso aí ta manjado". Puxa vida! Se é assim mesmo então nunca mais poderemos fazer NADA porque será considerado cópia. Tem gente que não ouve banda nova porque fala que "os caras do passado já fizeram tudo", santa ignorância! Então nunca mais poderemos dizer eu te amo pra alguém, entregar flores à mulher amada, perguntar se o pavê é pavê ou pacomê, dizer que algo está supimpa ou fodástico. Teremos de ouvir apenas os pioneiros em cada estilo de música, ver apenas os primeiros filmes criados para cada tipo ou até quem sabe não poderíamos nascer nem morrer!
O clichê já tá tão clichê que os autores de músicas, textos, etc. comentam na própria obra que o que irão dizer é clichê, tipo:
"Eu vou dizendo na sequência bem clichê, eu preciso de você" Balada do amor inabalável, Skank.
Tudo bem que pode ser uma figura metalinguística, mas de qualquer forma Samuel Rosa já "preparou o terreno" para que caso alguém diga que sua canção é clichê ele possa indicar que ele mesmo afirmou isso na canção. Ou então as pessoas dizem:
"Eu sei que é clichê, mas ..."
Ou seja, as pessoas tem medo de que sejam consideradas clichês, o que tem dizer que precisa de alguém caramba? O que tem dizer que gosto não se discute? O que tem assistir stand-up comedy? O que tem falar sobre amor numa música? O que tem o mocinho ficar com a mocinha e o vilão se dar mal no final da novela? O que tem dizer na moral, lelesk ou koé? Ninguém diz que "oi" é clichê né? :@@
Então gente, se vocês forem dizer ou fazer algo clichê deem de antemão essa desculpa de que o que irão dizer é clichê, para que vocês fiquem livre de qualquer acusação clichesística à seu respeito.

Passar bem.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pão na manteiga, manteiga no pão

"O homem se diz Sapiens mas o que mais lhe parece faltar é a sapiência"
O Forfun disse tudo nesse trecho, e tenho certeza que ao compor essa frase eles pensaram no fenômeno da manteiga no pão, ou no biscoito ou em qualquer outra coisa que pareça muito saudável para o corpo humano.
Já parou pra pensar sobre isso? Cara, manteiga/margarina é pura gordura!! Você pega a banha e passa no pão pra comer? NÃÃO! Você acha nojento alguém colocar banha no pão e comer no café da manhã né? SEU IMBECIL!
Ainda existem aquelas margarinas sem sal e tal ... mas o gosto é horrível, há pessoas que preferem banha do que Becel.
"Ah mas manteiga pura é ruim mas com alguma coisa é muito bom." -.-"
Meu Deus do céu, como uma coisa pode ser boa apenas quando está acompanhada de outra? Quando uma coisa é boa acompanhada de outra isso quer dizer que a outra é melhor e faz com que a coisa ruim se torne boa combinada à ela. Por isso tem gente que diz que o Maradonna é melhor do que o Pelé. O Pelé tinha vários craques para ajudá-lo, o Maradonna não tinha NADA! Aah faça-me o favor né! Se fosse assim eu poderia pegar a mulher de um grande amigo sempre, porque quando ela está com ele ela é boa. Dã!
Então, fim de papo! Margarina/manteiga é horrível! Parem de se entupir sem dó nem piedade, seus gordos malditos!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Santa Disponibilidade

Bem, pra começar com bastante ódio, começarei pelo nome do meu Blog.

Eu queria MUITO que fosse Teorias Teóricas, mas um puto aí ja pegou esse nome, fui olhar, até que é legal porém tem apenas uma postagem! Não é um despedício? Sacanagem pô! :@

Depois pensei em Precaver, porque eu simplesmente amo o Bode Japeth do filme "Deu a louca na Chapeuzinho Vermelho", ele canta:

"Precaver, precaver
Se tu quer pagar pra ver!" (8)

Eu adoro! Acho a mensagem melhor do que a do menino Mogli e aquele urso grandão, lembram?

"Eu uso o necessário,
somente o necessário,
o extraordinário é demais!" (8)

Ou a do Timão e Pumba:

"Qué um pouquinho?
Qué qué?
De toucinho?
Qué qué?
Ele é o porco!
E você pode ser também, AUU!"

Mas achei melhor não, tentei Teorias Cotidianas, o que seria perfeito, mas de novo me deparei com a santa disponibilidade negativa, aquela barrinha é um saco! Se bem que é só acrescentar mas um nome ou uma letra que sempre ja fica disponível, mas aí é ridiculo. Imagina: Teorias Cotidianas 22? Ou Teorias Teóricas 171? Nada haver!

Aí no final pensei em qualquer bosta legalç e nasceu isso aí, Humor e Ódio. Espero que gostem! Pois eu acho que pelo menos alguém no mundo deve pensar como eu nas coisas cotidianas e se perguntar muitas coisas que simplesmente não têm respostas, tipo: Por que raios as pessoas aglomeram-se na porta de saída dos ônibus, trems, metrôs mesmo que a condução esteja vazia ou mesmo se forem soltar no ponto final, hein?

Ps.: Eu estou TENTANDO ser culto aqui, logo, se verificarem algum erro de português ou concordância não me encham o saco! :@

O Começo

OLÁ! Eu sou o Higor, tudo bem com você?

Depois de tanto tempo consegui tomar a iniciativa de criar um Blog, já tinha isso na cabeça há um tempo, porém devido a intensa preguiça aliada a falta de tempo eu nunca o fazia. Esse será o espaço em que eu me disfarçarei de pessoa culta, usarei termos um tanto formais e complexos. Talvez saia uma abreviação de internet mas isso é normal nos dias de hoje né? Espero que eu consiga fingir bem o bastante para que vocês achem que eu realmente sou culto =). Há sim! Esqueci de dizer que vão rolar uns emoticons também, ninguém é de ferro né? ;)
Vou expressar alguns sentimentos e pensamentos que surgem ao longo do dia, coisas simples porém complexas se olharmos por um outro lado, analisarei algumas atitudes dos seres humanos com humor, ou ódio ou os dois. Depende do meu dia também, na verdade vai ser mais engraçado quando eu estiver com muita raiva e sem nenhum humor. É sempre bom rir das maluquices e desgraças dos outros né? Mas calma! Não será humor negro.

Quem me conhece sabe que pra mim pouco importa se alguém acha minha piada engraçada, o que importa é se a piada é engraçada ou não. Se eu falar algo muito engraçado e vocês não acharem eu vou ter pena de vocês que não têm a mínima capacidade de rir de uma piada super engraçada =)